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Ginecologia Infanto Puberal


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Esta subespecialidade da ginecologia é destinada a atender meninas e adolescentes. As principais queixas variam bastante dependendo da idade. Até os 2 anos a principal queixa é a sinéquia dos pequenos lábios (aderência) que pode ser observada ao nascimento ou, posteriormente, pela mãe. Entre as meninas de 2 a 7 anos é muito frequente o pediatra solicitar avaliação do(a) ginecologista por corrimento vaginal de repetição (vulvovaginites). A partir dos 7 – 8 anos, quando a menina já tem uma melhor noção de higiene a queixa principal passa a ser o desenvolvimento do corpo (crescimento dos seios e pelos pubianos, estatura – “qual vai ser minha altura, será que não vou mais crescer porque já menstruei?” , quando deve vir a menstruação, puberdade precoce – aparecimento das mamas e pelos muito cedo) A maioria das meninas menstruam pela primeira vez ao redor de 12 a 14 anos, assim, nesta idade a principal queixa nos consultórios é relacionada aos ciclos menstruais (irregularidade menstrual, cólica, hemorragia). A partir dos 14-15 anos, quando a menina passa a ter noção de sexualidade, namoradinhos e etc… as dúvidas em relação a este tema tornam-se comuns, além da preocupação com anticoncepção.

A seguir listamos as principais dúvidas relacionadas a ginecologia infanto-puberal:

Qual a idade ideal para a primeira consulta ginecológica?

Não existe. Como já mencionado, meninas de 2 anos podem vir ao ginecologista quando existe a chamada “coalescência de ninfas”. Supondo que você nunca teve corrimento ou qualquer queixa relacionada ao sistema genital, a primeira consulta deve ocorrer quando surgirem as dúvidas ou qualquer problema ginecológico. Geralmente as mães acabam trazendo as filhas quando elas menstruam para saber se está tudo “normal”. O ideal é a vontade partir da própria garota ou, obviamente, se a mãe notar qualquer alteração deve levá-la ao médico(a). A consulta passa a ser fundamental a partir do momento em que você inicie vida sexual a fim de orientarmos na prevenção doenças sexualmente transmissíveis e gravidez indesejada.

Como é a consulta ginecológica infanto-juvenil?

O início da consulta é igual a de qualquer outro médico, ou seja, vocês vão conversar sobre o motivo da consulta, se você ou alguém da família tem ou teve algum problema de saúde, se toma algum remédio, além de perguntas mais pessoais como em que série você está, colégio etc…

O exame físico é obrigatório?

Não. Você pode ir a primeira consulta apenas para conversar, tirar dúvidas e conhecer o (a) médico(a). A consulta é sua e você pode aproveitá-la como quiser, o(a) médico(a) está a sua disposição com seu conhecimento para esclarecer todas as suas dúvidas. É um espaço só seu com toda a privacidade para expor suas queixas e conflitos.

A mulher virgem pode ser examinada sem risco?

Sim. O exame ginecológico da menina será diferente do realizado em mulheres com vida sexual.

Como é o exame da adolescente virgem?

Geralmente o exame começa pelas mamas, depois examinamos o abdome e por fim os órgãos genitais externos (monte de Vênus, grandes e pequenos lábios, clitóris, entrada da vagina e o períneo (região entre a parte posterior dos pequenos lábios e o ânus). O exame pode ser acompanhado por você com o auxilio de um espelho, assim você passará a conhecer melhor o seu corpo além de tranquilizá-la se tudo estiver normal.

Este exame é doloroso?

Absolutamente não. No caso de ser necessária a coleta de material para exame esta será feita com cotonete e também não dói.

Quando é realizado o toque vaginal?

Apenas nas meninas que já iniciaram vida sexual. Este exame é realizado com um aparelhinho chamado especulo e avalia o colo uterino, tamanho do útero e ovários. Para aquelas que são virgens, a melhor maneira de se avaliar o útero e ovários é através da ultrassonografia pélvica.

A mãe deve entrar junto na consulta?

Esta é uma questão muito frequente e delicada. É claro que a mãe ou responsável deverá estar presente nas consultas das crianças. A partir de 13-14 anos algumas meninas já preferem entrar sozinhas pois sentem-se mais livres e a vontade para tirar dúvidas e expressar seus conflitos. Outras preferem que a mãe entre junto o que também não significa que ela deve permanecer até o final da consulta. A mãe é útil na primeira consulta pois informará sobre as doenças da infância, tipo de parto e desenvolvimento a menina/adolescente.

É muito comum a mãe entrar por alguns minutos e depois aguardar lá fora.

Enfim, a vontade da garota deve ser respeitada e o médico também pode se manifestar se perceber que será melhor a menina ficar um pouco sozinha. Com o tempo as adolescentes ficam sozinhas e isso ajuda-as amadurecer pois estão assumindo a responsabilidade pela sua saúde.

O médico pode contar para minha mãe o que falamos na consulta?

O(a)s ginecologistas são obrigados a manter “sigilo”, ou seja, manter em segredo o que foi dito na consulta. Em casos onde há risco de vida para a adolescente (menor de 18 anos) o(a) médico(a) pode conversar com os pais.